sábado, 12 de abril de 2014

A menina que roubava livros, de Markus Kusak Trata-se de uma obra de ficção que tem como cenário a Alemanha nazista no período de 1942 a 1945. Mais do que argumentar sobre o poder das palavras e da tirania que exerce o discurso ideológico capaz de alienar a razão, endurecer o coração e submeter uma nação a um ideal de dominação e de expurgo dos judeus, o autor se baseia nos relatos de memórias colhidos de pessoas que então viveram esse trágico episódio da história humana. Para tanto, apoia-se o autor, num narrador inusitado – a Morte - que em sua última nota, afirma: “Os seres humanos me assombram!” Contrastando com o flagelo que assola a nossa sociedade atual, na qual crianças vem sendo vitimadas por abusos de diferentes espécies e que são provocados amiúde, por aqueles que detém a sua guarda e proteção, vamos encontrar dentro de toda a tragédia do contexto dessa história, o estabelecimento de uma relação entre pais adotivos e uma criança órfã, que vai se sedimentando pela proteção, aceitação, carinho, ternura e empenho no desenvolvimento do outro. Vale a pena conferir, afinal... quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.

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