quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Meu pedido ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor! Confiante na Sua divina proteção, eu hoje lhe peço que conforte os órfãos das vítimas do vírus Ebola que estão sendo deixados à própria sorte, pois até mesmo os seus familiares os rechaçam pelo risco de contaminação dessa terrível praga que está assolando essa região do país africano. Faça chegar até essas crianças algum alento. Lhes guarde, guie e proteja.Amém!

sábado, 20 de setembro de 2014

MINHAS LEITURAS
A filha de minha mãe e eu, de Maria Fernanda Guerreiro. Usando linguagem simples e coloquial a autora desvela as intrincadas relações familiares ao longo do seu processo de desenvolvimento pessoal. Tendo como foco as dificuldades de relacionamento mãe-filha e sob a luz dos Complexos de Édipo e de Electra, a trama vai se desfiando por meio de problemas que afetam direta ou indiretamente a família, dentre eles: adultério, crime passional, alienação parental, adoção oculta, disputa entre nora e sogra, orientação homoafetiva, envolvimento com as drogas, sedução e abuso sexual. A autora vai mostrando as estratégias que vão sendo adotadas pelos membros da família, para o enfrentamento desses problemas; evidenciando a superação de alguns, o enfraquecimento das relações entre seus pais e a consequente separação do casal, como também o fortalecimento dos laços afetivos e parentais.

sábado, 23 de agosto de 2014

VIAGEM

DIÁRIO DE BORDO – VIAGEM À EUROPA Período: 21/07 a 07/08/2014 Companheiros: Sara e Adriano Hospedagem: Idalina e Eliseu/Bélgica Cidades: Niterói/ Bruxelas/Paris Dia 21de julho – segunda-feira . Com Sara e Adriano, saímos de Brasília às 20h30 rumo ao Rio de Janeiro/Aeroporto do Galeão. 2207 – terça-feira > Niterói: pela manhã saímos para um passeio pela orla até o Museu de Arte projetado por Oscar Niemeyer, com vista panorâmica da Baia da Guanabara. Almoçamos num restaurante das imediações e fomos caminhar pela orla da Praia de Icaraí. 22h – embarcamos para Bruxelas, pela Lufthansa, via Frankfurt. 23/07 – quarta-feira 16h – Conexão Frankfurt para Bruxelas 17h – Chegada ao Aeroporto de Bruxelas: fomos ao supermercado para abastecimento e um passeio pelo parque La Cambre, próximo ao prédio de residência dos pais do Adriano. 24/07 – quinta-feira: Passeio á Estação Central, Parlamento, Catedral de Saint Michel e Gudule 25/07 – sexta-feira: visita ao Cinquentenaire – Monumento aos 50 anos da Independencia da Bélgica e ao comandante Brabante: monumento, parque e museus de Arte e História e Museu Militar. Na volta, parada para uma cerveja em um pub. 26/07 – sábado: passeio pelo Parque da Abadia Cambre- Etoile 27/07 – domingo: passeio pelo centro da cidade : museu de Ixelles Constance Meinier, Palácio da Justiça, monumento aos mortos nas grandes guerras, elevador para a cidade baixa, rue Neuf, bairro de Maroles: cafés, cantores e praças. 28/07 – segunda-feira, 9h: saída de Bruxelas pela Gare du Midi de onibus para Paris. Escolhemoso trajeto de ida por onibus para conhecer o meio de transporte rodoviário e melhor apreciar a paisagem dessa região fronteiriça entre os países Bélgica e França, além da vantagem economica q nos propicia uma reserva extra para os custos parisienses. Percebo q a estrutura para viagem de onibus é surpreendentemente mais precária na comparação com a eficiencia da rede do transporte urbano com integração total entre metro, tran e ônibus por toda a cidade.Os ônibus de longa distancia não dispõem de paradas específicas e nem de guichês no âmbito da estação. Estacionam numa rua lateral externa à estação e são identificados pelo nome da empresa turística. O motorista não usa uniforme e nem crachá que credite seu vínculo com a empresa. Ele mesmo faz a identificação dos passageiros, passa troco,vende as passagens e conduz o ônibus. Os passageiros são na maioria negros, asiáticos e jovens mochileiros em férias. Encontramos um jovem brasileiro, de Belém/Pa, q está em visita a mãe q mora em Paris e veio a Bruxelas para assistir um show de música eletrônica q aconteceu na cidade no fim de semana. O ônibus é bom, conta com 48 assentos confortáveis, com banheiro a bordo, situado na parte inferior, anexo ao compartimento das bagagens.. Sai com a lotação completa, sob uma chuva fininha que cai desde a madrugada e que já acumulou boa quantidade de água nos meios-fios. Deixamos a cidade passando pelo seu setor industrial com belos pátios ajardinados, como a fábrica da Stella Artoire e automotoras que precedem bairros periféricos bem organizados com casas simples mas de boas construção. A rodovia de pista dupla com bom acostamento e ótima sinalização para o tráfego de caminhões de transporte de cargas e eventuais carros de passeio.Uma vegetação abundante, q se assemelha aos eucaliptos ,vai ladeando a estrada em todo o trajeto, que vai abrigando pequenas propriedades rurais entre as pequenas cidades. A velocidade varia de 70 a 90 km/h e radares são identificados ao longo da estrada nas áreas de risco, como curvas ou declives mais acentuados. As 10h15 cruzamos a fronteira com a França, passando pelas regiões Nord du Calais, Picardie, Campiege, Thylon Ouest, entre outras q vão abrigando grandes indústrias. Encontramos apenas uma estação de pedágio na entrada do perímetro urbano da cidade de Paris. Os meus companheiros de viagem se mostram persistentes nos seus propósitos.” Descolados”, vão perguntando, testando os idiomas inglês e arranhando alguma coisa no francês, até conseguir o esclarecimento ou a informação necessária. A gentileza do Adriano se faz presente na ajuda a um passageiro deficiente na acomodação de sua bagagem.
14h: chegada à Gare Bercy Station em Paris 15h: chegada ao apto. `a Rue Hautpul,43, via metro, estação Ourck 17h. Catedral de Notre Dame – concerto de órgão e coro, Ile de La Citè, Quartier Latin 29/07 – terça-feira: bairro Les Halles, Rue Rivoli (lojas Zara...), Av. Champs Elisee', Louvre, Jardim das Tuilherias, Pça Cherles de Gaulle, Arco do Triunfo, Galeria Laffayette. 30/07 – quarta-feira: Chateau de Versailles: castelo e jardins 31/07 – quinta-feira- Praça da República, Pça da Bastilha, feira-livre, Museu Dórsay, Torre Eifell 1o./08- sexta-feira (11h às 23h) Montmartre: funiculaire, Igreja Sacre Coeur, Pça de Terte, Eglise Saint João Baptiste, Moulin Rouge/ Passeio de bateau pelo Rio Sena/ Museu do Louvre 2/08 – sábado: Parque Beauty Chamand/ Canal de Saint Martin/Mercado das pulgas\D:\VIAGEM\Fotos\IMG_1366.JPG
17h25- gare du Nord saída para Bruxelas, de trem : velocidade aprox 170km/h, temperatura entre 22 e 25oC. Entardecer de céu aberto de verão. Extensos campos cultivados entre pequenas cidades entremeados por áreas de preservação da mata nativa ou reflorestamento. Acredito q os europeus privilegiem o transporte ferroviário pela rapidez e segurança q apresenta, muito embora seu custo seja 3 x maior q o ônibus( 25 Euros e tempo aprox. de 3h50) ), enquanto o trem sai a 75Euros ( tempo aprox. de 1h22), a passagem entre Paris e Bruxelas. O tempo nos privilegiou em nosso passeio a Paris, saímos de Bruxelas com céu cinzento e garoa fina e chegamos a Paris com sol e calor, assim permanecendo por toda a semana, o q possibilitou-nos desenvolver a programação prevista. Ao sairmos para o embarque de volta a Bruxelas, nos deparamos com uma típica pancada de chuva de verão que nos acompanhou até a estação do Metro – Gare Ourccq. Ao chegarmos na Gare du Nord para embarcar no trem, o céu já estava límpido e o sol brilhando. A região norte da França e sul da Bélgica é uma extensa planície q se assemelha topograficamente ao nosso planalto – amplos horizontes a perder de vista. Ao longo de todo o trajeto vão aparecendo as torres das igrejinhas das pequenas cidades, moinhos de vento em profusão, criação em pequena escala numa região predominantemente agrícola, q conta ainda com estranhos cones desengonçados e recortados no ápice – os reatores de energia nuclear. Ao final da viagem de menos de 2 h de duração, o sol nos recebe precisamente, às 20h44, de volta a Bruxelas. 03/08 – domingo: passeio pela cidade, Galeria Royale e centro histórico. 04/08 – segunda-feira: City tour em Bruxelas, Atomium, Pque do Palácio Real 05/08 – terça-feira: passeio pelo Centro da cidade, Place Royale, Manekin, Catedral, Maroles 06/08 – quarta-feira: Passeio a abadia La Cambre, compra dos chocolates e às19h20: viagem de volta ao Brasil, via Frankfurt (22h20) 07/08 – quinta-feira: 05h55 chegada ao aeroporto do Galeão/ embarque TAM às 06h38, chegada em Brasília às 9h40. VALEU, MESMO. ATÉ A PROXIMA!

terça-feira, 8 de julho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 -Semi-final: Brasil 1 x Alemanha 4

Texto retirado da Internet, com adaptações: "Isso representa mais que um simples jogo! Representa a vitória da competência sobre a malandragem! Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que pra vencer na vida tem-se que ralar, treinar, estudar! Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado! O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo! A Alemanha ganha com maestria e merecimento! Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade! Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando! Que amor à pátria é este? Já chega!!! O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo! Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor! Educar nossos filhos pra não ser uma geração de vergonha, mas que sabe lutar, se unir, pedir ajuda e se esforçar para seguir em frente! Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol!! É isso ai! Falei!" ABENÇOA NOSSO BRASIL, SENHOR!!!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Temos que completar ainda o salto da barbárie para a plena humanidade. O texto de Leonardo Boff reflete sobre o comportamento de massa de uma turba insandecida que lincha uma mulher em plena rua por confundi-la com uma suposta matadora de crianças que eram sacrificadas como oferenda em rituais religiosos. Quanto de barbárie existe ainda dentro de nós? 19/05/2014 Perversidades sempre existiram na humanidade, mas hoje com a proliferação dos meios de comunicação, algumas ganham relevância e suscitam especial indignação. O caso mais clamoroso, nos inícios de maio de 2014, foi o linchamento da inocente Fabiane Maria de Jesus em Guarujá no litoral paulista. Confundida com uma sequestradora de crianças para efeito de magia negra, foi literalmente estraçalhada e linchada por uma turba de indignados. Tal fato constitui um desafio para a compreensão, pois vivemos em sociedades ditas civilizadas e dentro delas ocorrem práticas que nos remetem aos tempos de barbárie, quando ainda não havia contrato social nem regras coletivas para garantir uma convivência minimamente humana. Há uma tradição teórica que tentou dilucidar tal fato. Em 1895 Gustave Le Bon escreveu, quiçá por primeiro, um livro sobre a “Psicologia das massas”. Sua tese é que uma multidão, dominada pelo inconsciente, pode formar uma “alma coletiva” e passa a praticar atos perversos que, a “alma individual”, normalmente jamais praticaria. O norte-americano H. L. Melcken ainda em 1918 escreveu “A Turba” um estudo judicioso sobre o fato e mostra a identificação do grupo com um lider violento ou com uma ideologia de exclusão que ganha então um corpo própro e, sem controle, deixa irromper o bárbaro que que ainda se aninha no ser humano. Freud em 1921 retomou a questão com o seu “Psicologia das massas e a análise do eu”. Os impulsos de morte, subsistentes no ser humano, dadas certas situações coletivas, diz ele, escapam ao controle do superego (consciência, regras sociais) e aproveitam o espaço liberado para se manifestar em sua virulência. O indivíduo se sente amparado e animado pela multidão para dar vazão à violência escondida dentro dele. A análise mais instigante foi feita pela filósofa Hannah Arendt. Em 1961 acompanhou em Jerusalém todo o processo de julgamento do criminoso nazista Adolf Eichamann por crimes contra humanidade. Arendt escreveu em 1963 um livro que irritou a muitos:”Eichmann em Jerusalém:um relato sobre a banalização do mal”. Ela cunhou a expressão “a banalização do mal”. Mostrou como a identificação com a figura do “Führer” e as ordens dadas de cima podem levar às piores barbaridades com a consciência mais tranquila do mundo. Mas não só em Eichmann se expressa a barbárie. Também naqueles judeus que extravassavam seu ódio a ele, exigindo os piores castigos, como expressão também de um mal interno. Que concluimos disso tudo? Que um conceito realista do ser humano deve incluir também sua desumanidade. Somos sapentes e dementes. Em outras palavras: a barbárie, o crime, o assassinato pertencem ao âmbito do humano. Demos um dia, há milhares de anos, o salto da animalidade para a humanidade, do inconsciente para o consciente, do impulso destrutivo para a civilização. Mas esse salto ainda não se completou totalmente. Carregamos dentro de nós, latente mas sempre atuante, o impulso de morte. A religião, a moral, a educação, o trabalho civilizatório foram os meios que desenvolvemos para pôr sob controle esses demônios que nos habitam. Mas essas instâncias não detém aquela força que possa submeter tais impulsos às regras de uma civilização que procura resolver os problemas humanos com acordos e não com o recurso da violência. Cumpre reconhecer que vigora em nós ainda muita barbárie. Não diria animalidade, pois os animais se regem por impulsos instintivos de preservação da vida e da espécie. Em nós esses impulsos perduram mas temos condições de conscientizá-los, canalizá-los para tarefas dignas, através de sublimações não destrutivas, como Freud e recentemente, o filósofo René Girard com seu “desejo mimético” positivo tanto insistiram. Mas ambos se dão conta do caráter misterioso e desafiante da persistência desse lado sombrio (pulsão de morte em dialética com a pulsão de vida) que dramatiza a condição humana e pode levar a fatos irracionais e criminosos como o linchamento de uma pessoa inocente. Todos pensamos nos linchadores. Mas quais seriam os sentimentos de Fabiane Maria de Jesus, sabendo-se inocente e sendo vítima da sanha da multidão que faz “justiça” com suas próprias mãos? A questão principal não é o Estado ausente e fraco ou o sentimento de impunidade. Tudo isso conta. Mas não esclarece o fato da barbaridade. Ela está em nós. E a toda hora no mundo ela ressurge com expressões inomináveis de violência, algumas reveladas pela Comissão da Verdade que analisa as torturas e as abominações praticadas por tranquilos agentes do Estado de terror, implantado no Brasil. O ser humano é uma equação ainda não resolvida: cloaca de perversidade para usar uma expressão de Pascal e ao mesmo tempo irradiação de bondade de uma Irmã Dulce na Bahia que aliviava os padecimentos dos mais miseráveis. Ambas realidades cabem dentro desse ser misterioso – o ser humano – que sem deixar de ser humano ainda pode ser desumano. Temos que completar ainda o salto da barbárie para a plena humanidade. A situação violenta do mundo atual, também contra a Mãe Terra nos deixa apreensivos sobre a possibilidade de um desfecho feliz deste salto. Só mesmo um Deus nos poderá humanizar. Ele tentou mas acabou na cruz. Um dos significados da ressurreição é nos dar a esperança que ainda é possível. Mas para isso precisamos crer e esperar.

sábado, 17 de maio de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

A menina que roubava livros, de Markus Kusak Trata-se de uma obra de ficção que tem como cenário a Alemanha nazista no período de 1942 a 1945. Mais do que argumentar sobre o poder das palavras e da tirania que exerce o discurso ideológico capaz de alienar a razão, endurecer o coração e submeter uma nação a um ideal de dominação e de expurgo dos judeus, o autor se baseia nos relatos de memórias colhidos de pessoas que então viveram esse trágico episódio da história humana. Para tanto, apoia-se o autor, num narrador inusitado – a Morte - que em sua última nota, afirma: “Os seres humanos me assombram!” Contrastando com o flagelo que assola a nossa sociedade atual, na qual crianças vem sendo vitimadas por abusos de diferentes espécies e que são provocados amiúde, por aqueles que detém a sua guarda e proteção, vamos encontrar dentro de toda a tragédia do contexto dessa história, o estabelecimento de uma relação entre pais adotivos e uma criança órfã, que vai se sedimentando pela proteção, aceitação, carinho, ternura e empenho no desenvolvimento do outro. Vale a pena conferir, afinal... quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.

segunda-feira, 24 de março de 2014

COMO DEUS REZARIA O PAI NOSSO? "Meu filho que estás na Terra, preocupado, solitário, desorientado. Eu conheço perfeitamente teu nome, e o pronuncio santificando-o porque te amo. Não. Não estás só, mas habitado por mim e juntos construiremos este Reino, do qual tu vais ser herdeiro. Gosto que faças minha vontade, porque minha vontade é que tu sejas feliz. Conta sempre comigo e terás o pão para hoje. Não te preocupes. Só te peço que saibas compartilha -lo com teus irmãos. Sabes que perdôo todas tuas ofensas, antes mesmo que as cometas, por isso te peço que faças o mesmo com os que a ti ofendem. Para que nunca caias na tentação, toma forte a minha mão e eu te livrarei do mal. Te amo desde sempre. Teu Pai." Autor desconhecido (provavelmente Ele mesmo)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O TEMPO E O VENTO de Érico Veríssimo

Escrito ao longo de doze anos, entre 1949 e 1961, a trilogia O TEMPO E O VENTO é composta por O Continente, o Retrato e O Arquipélago, conta um pouco da história do Brasil, acompanhando oito gerações da Família Terra-Cambará, do século XVIII, a partir de 1745, quando da ocupação do sul do Brasil pelos jesuítas, bandeirantes e espanhóis, até o século XX, em1945, com o fim do Estado Novo. Sucedem-se as lutas pelas disputas da terra, da fronteira, as lideranças políticas, os movimentos econômicos e sociais, que vão sedimentar os valores, os costumes e as tradições do Sul do país. Para manter a unidade entre as três partes da obra, resumo com base na Wikipédia, considerando a sequencia dos três volumes. O Continente Na primeira parte da obra, O Continente, ocorre o nascimento da estirpe Terra Cambará. Seu primeiro ascendente Pedro Missioneiro, índio educado por padres espanhóis, irá unir-se a Ana Terra; Bibiana o Capitão Rodrigo, Ligurgo e sua mulher Alice, sua cunhada Maria Valéria, Toríbio Rodrigo, filhos de Licurgo são os personagens principais dessa narrativa sobre a colonização no Rio Grande do Sul e a presença de padres na catequização dos índios e a disputa entre Portugal e Espanha pela posse da Colônia de Sacramento, mesclando as lendas, os mitos e superstições à História oficial do Rio Grande do Sul com as revoluções feitas ao lombo dos cavalos. Ficção e História se mesclam no romance.a história da formação da elite rio-grandense, que culminará na Revolução Federalista de 1893/95. As lutas pela terra, as guerras internas (Farroupilha, Federalista) e externas (Guerra do Paraguai) marcam definitivamente a vida e a personalidade daqueles gaúchos e ecoam de forma muito forte ainda hoje na identidade do Rio Grande do Sul. O Retrato A história se passa em Santa Fé no início do século XX, então iniciando timidamente seu processo de urbanização, ainda marcada pela cultura rural.Toda a história é marcada pelo contraste entre o Dr. Rodrigo Cambará, homônimo do Capitão, seu bisavô, homem da cidade, de um lado, e o Coronel Licurgo, seu pai, homem do campo, de outro. Como mediador desse conflito, aparece seu irmão Toríbio. O próprio Dr. Rodrigo é um personagem marcado pelos contrastes. Formado em Medicina, adquiriu em Porto Alegre, onde estudou, o gosto por uma vida sofisticada. Mas frequentemente esse verniz se rompia e se revelava o típico macho gaúcho, com acessos de violência e de um incontido apetite sexual. O homem confiante e superior que se julgava vai, então, cedendo aos poucos o lugar para o homem amoral em que acaba se transformando. Esse contraste se materializa no retrato, obra-prima do Pepe, pintor espanhol, que permanecerá dependurado na parede do salão do Sobrado, fixando o Dr. Rodrigo idealizado por si mesmo no seu apogeu, e o homem no qual ele vai se transformando. Os grandes acontecimentos do século passam ao longe, chegam pelo telégrafo e pelos jornais, pouco influindo na vida das pessoas, a não ser como motivo de discussões políticas e filosóficas. O Arquipélago A última parte da trilogia foi lançada onze anos após O Retrato, quando os meios literários já não mais esperavam a continuação de O Tempo e o Vento, devido à frágil saúde de Érico, convalescente de um ataque cardíaco. Aqui, parte da ação transcorre no Rio de Janeiro, então a capital do país, com o Dr. Rodrigo Cambará eleito deputado federal. Assim, os personagens principais não são mais espectadores dos fatos nacionais, mas participam diretamente deles. Ao longo do romance, aparecem vários personagens reais, como Getúlio Vargas, Osvaldo Aranha, Luís Carlos Prestes, que contracenam com os personagens criados pelo autor, o que confere à história uma dinâmica especial, na expressão das tendências políticas que balizam o cenário das duas guerras mundiais e sua repercussão no território nacional. No seio da família Cambará, desenrolam-se as contradições de uma época marcada por uma radical revolução de costumes, sob a influência do cinema americano. Na família Cambará e suas relações, há desde comunistas a oportunistas. No meio deles, assumindo uma postura crítica e não engajada, aparece Floriano, alter ego do próprio Érico, que termina com as palavras que iniciam o primeiro volume. Os tipos humanos Os personagens masculinos de O Tempo e o Vento, principalmente em O Continente, revelam a imagem que geralmente se faz do homem gaúcho, valente e machista. Mas realmente fortes, principalmente no sofrimento, são as personagens femininas de Érico, tipos antológicos como Ana Terra, Bibiana e Maria Valéria. Estas três constituem as matriarcas da família e suas qualidades fortes se mantêm ao longo das gerações. Como indica Regina Zilberman, "Bibiana duplica a avó não apenas por se assemelhar a ela, mas por portar seu nome em duplicata: também é Ana e Ana duas (bi) vezes."As qualidades definadoras dos patriarcas da família Cambará, por outro lado, definem-se no personagem do Capitão Rodrigo, consolidam-se em Licurgo, mas depois se dispersam primeiro entre Toríbio e Rodrigo Terra Cambará (filhos de Licurgo), e depois ainda mais entre os três filhos deste: Floriano, Eduardo, e Jango. O autor e a obra Segundo seus estudiosos, Érico Veríssimo, ao mesmo tempo em que presta um tributo às suas origens e ao esplendor das coxilhas do Rio Grande, reflete nesta obra também a sua história pessoal, uma vez que o autor sofreu com a separação traumática dos pais ainda na adolescência, numa época em que a separação de casais era inaceitável. A coragem de sua mãe em tomar a iniciativa da separação e como o pai abandonara a administração de sua farmácia para viver nos bares e bordéis; assim como a perseverança da mãe, que trabalhava como costureira para sustentar Érico e seu irmão Ênio, foi certamente sua inspiração na criação das mulheres fortes da Família Terra-Cambará.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Partidas e chegadas

Num folheto de uma missa especial foi destacado este texto atribuído a Henry Sobel: Imagine que você está à beiramar e ve um navio partindo. voce fica olhando enquanto ele vai se afastando cada vez mais longe, até que finalmente parece mais um ponto no horizonte, lá onde o céu e o mar se encontram. e voce diz: Pronto, ele se foi... foi aonde? Foi pra algum lugar em que sua vista não alcança. Só isso. Ele continua grande, tão bonito e tão importante como era quando estava perto de voce. A dimensão diminuída está em voce, não nele. e, naquele exato momento em que voce está dizendo: Ele se foi, há outros exclamando em júbilo: Ele está chegando!.

sábado, 4 de janeiro de 2014

MENSAGENS SELECIONADAS

Por Que As Pessoas Gritam? Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos: - Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? - Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. - Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – Questionou novamente o pensador. - Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar: - Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu: - Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Por fim, o pensador conclui, dizendo: “Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta” Mahatma Gandhi