

Nossa? Há quanto tempo não visito este cantinho! Deu saudades e o melhor remédio prá isso é recomeçar.
Dentre os acontecimentos que me tiraram de circulação destaco a perda do Hulk. Nosso cachorrinho se foi, depois de quase dezessete anos de convivencia. Chegou de presente para minha filha Sara e foi crescendo com meus filhos. Creio q ele tenha aprendido pouco, sua liberdade latente de vira-lata lhe autorizava sempre fazer do seu jeito e no seu tempo. Nada de ficar calado qdo chegavam as visitas, ele tinha que anunciar em alto e bom (?) latido para os quatro ventos q o território havia sido invadido, o que era feito acompanhado de pulos e respingos de saliva nas pernas chegantes. Nem esse negócio de passeio com guia e coleira. Rapidinho mapeou o trajeto e ia todo faceiro demarcando o terreno e, de vez em quando olhava pra trás para certificar-se de que estávamos a caminho. Até o dia em q se encantou com uma cadelinha no cio e, aí ~pegou a BR~ como diz a galera mais nova. Foi localizado por um colega dos meninos ,no fim do dia bem distante de nossa quadra. Extenuado, arranhado, todo machucado pela provável disputa amorosa. Ficou amuado o resto do dia, talvez imaginando os limites da liberdade e o peso dessa responsabilidade, pois a partir de então passou a organizar a volta prá casa comunicando-se com o porteiro do prédio para q fosse aberta a portaria, subindo as escadas até o nosso andar e latindo e arrachando a porta até q alguém abrisse para ele entrar em casa. Foram inúmeras as situações memoráveis e o melhor foi o doce olhar q nos acompanhava. Enfim, começamos perceber q o nosso companheirinho estava envelhecendo. Deixou de fazer as estrepulias de boas vindas, passando a esperar pela nossa chegada refestelado nas almofadas da minha cama, até q começaram as dificuldades de subir e descer dela. Ppercebi, então q a vista já não distinguia bem as coisas, depois a audição foi diminuindo até q as perninhas foram ficando muito fraquinhas para suportar o peso já esquelético, pois não conseguia mais articular os movimentos da mastigação. O veredicto da veterinária veio acompanhado de muita sensibilidade e foram necessários ainda alguns meses para que juntassemos coragem para optar pela eutanásia. O Adriano acompanhou a Sara e eu nessa hora derradeira. Tivemos que levá-lo no colo até o consultório porque suas forças haviam-se consumido. Ele foi sedado e foi aplicada a injeção de adrenalina. Houve a aceleração dos batimentos que foram diminuindo até q não se sentia mais nenhuma pulsação. A veterinária nos confortou e cuidou de preparar seu corpinho para a cremação. Sobrou um vazio que ainda não tive vontade de preencher. Sei q vou ter outro companheirinho...mais tarde!
acho q e conquistou
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